Ele: Oi Melia, tudo bem?
Eu: Olá! Bem, e você?
Ele: Sobrevivendo... rs... queria te falar uma coisa e perguntar outra.
Eu: hauahuahauahaua, geralmente quem fala "sobrevivendo" sou eu. Me copiou, quero os direitos autorais, viu... hauahauaha. Queria? Não quer mais?
Ele: hehe. Seu blog, é muito bonito, deve ter dado muito trabalho.
Eu: Obrigada. Nem tanto... html é facil. A gente pega o jeito.
Ele: Sabe, sobre os comentários, eu queria saber o motivo de você ter que aprovar os comentários antes de publicar. Desculpa perguntar, mas é para o caso de receber algum comentário indesejado, aí você não publica ele?
Eu: hauahuahaauahaua, essa foi a pergunta mais bizarra da minha vida. Nunca pensei que alguém fosse me perguntar isso. Bom, na verdade eu tenho que aprovar os comentários antes, porque essa foi a única maneira que encontrei para ler todos. Antes, quando não tinha ativado isso, eu só via novos comentários depois de muito tempo. Assim, eu posso ver todos os comentários novos e em quais posts eles estão. Fica mais organizado ;D. E eu nunca reprovei um comentário. Mesmo se fosse "terrorista" eu o aprovaria. Se alguém escrever algo que eu não gostar eu vou mostrar também.
Ele: Tem gente que apaga os comentários que não agradam...
Eu: Pois é, mas eu não faço isso. Quem faz é porque tem medo, ou vergonha que mais alguém leia, sei lá... Todos os comentários fazem parte do blog. Acho uma atitude infantil e desnecessária reprovar algum.
Ele: E o Free Cell?
Eu: Estou jogando bastante, já tenho duas folhas de jogos ganhos. Bom... na verdade, não estou jogando muito não... estou tentando virar o Mario. Me ensina a passar da 4ª fase? Plis! Tem uns túneis sem saída... como que sai daquilo?
Ele: Qual Mario?
Eu: hauahauahauhaauhauaauahauahauahua Quer mesmo que eu responda?
Ele: Dã. Quero, nes? Super nes?
Eu: Han? o.O
Ele: Que Mario tu tá jogando.
Eu: Ora... aquele que pega moedinha, que mata tartaruga...
Ele: Morri de rir agora... isso merece um print e ir pro meu álbum do orkut. Hahahaha
Eu: não entendi... lalala
Ele: Me passa o jogo que eu te ajudo. Mas vai levar alguns dias. Tudo bem?
Eu: Iuhu! Salvou minha vida ;D
[...]
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Lembranças... 11/01/2006 – 00h28min
Oi, -. Prometo que tão logo surja a inspiração, escreverei uma história nos moldes que você me pediu. Há algum tempo, para participar do -, eu escrevi uma peça chamada -. Para ter uma idéia de como tinha violência, mortes etc, o elenco da peça era composto por nove personagens, dos quais só dois terminavam a história vivos. Ehehe. Outras, que escrevi, de tão dramáticas, nem chegaram a ser encenadas pelo grupo. Era a minha fase down. Mas, legal. Da tristeza a gente tira grandes lições. Até acho que as melhores colunas que eu escrevi, foi justamente em períodos de enorme sofrimento. Depois que passou o sofrimento, parece que me deu aquela "crise criativa" de que te falei outro dia. Acredito que a tristeza tem muito mais a nos ensinar do que a alegria.
Gostei do que você me falou sobre a tua mãe de se concentrar na energia das plantas e enxergar a aura delas. Na verdade, as plantas (e todos os seres vivos) possuem um elementar. Nas plantas, o elementar é responsável pela parte "espiritual" da planta, que lhe confere suas necessidades básicas, de fotossíntese etc. Se você conhece um pouco de Gnose ou budismo sabe do que estou falando. Nós, humanos, já fomos mineral, vegetal, animal e aqui estamos, escrevendo um ao outro, fazendo cálculos matemáticos, filosofando, catando latinha na rua ou jogando bombas no Iraque.
Gosto de Mozart. Uma vez o - me emprestou um CD de canções de Mozart, todas executadas na flauta. Adorei o CD. Devolvi e infelizmente não fiz uma cópia para mim. Estou em vias de pedir novamente emprestado.
Anotei a sua sugestão: vou carregar um tijolo no bolso e, quando te vir na rua, jogarei na tua cabeça, com todo o carinho, para te dar um oi.
Legal a sua sensibilidade de perceber a música, de fechar os olhos e deixar ela penetrar e tomar conta de você. A música é um alimento para a alma e nos coloca em sintonia com outros planos, com outras dimensões, com outros sentimentos que não somos capazes de compreender ou de explicar com palavras. Do outro extremo, músicas da banda Calypso ou esses funks malditos nos colocam em (de)sintonia, nos intoxicam, enchem nossa cabeça de baboseira e fazem vir a minha mente todos os impropérios possíveis para designar esse lixo musical. Tem um amigo que chama a banda de Calixo, que considerei bastante apropriado.
Sobre a cirurgia espiritual que você sugeriu, para o meu amigo, creio que não haveria nenhum problema, até porque ele gosta bastante da doutrina espírita e se considera um "espírita não-praticante" (vê se pode...).
Ainda não vi com o - o que significa "regressora", mas fique tranqüila. Vou descobrir.
Quando falei que estava gostando de conversar com você, eu realmente quis dizer que eu estava gostando de falar com você. Senão, não estaria escrevendo esse e-mail quilométrico. Tudo bem, gosto de escrever para pessoas com quem gosto de me corresponder. E isso é verdade e "dou fé".
Outro dia você me comentou sobre o seu namorado, que é uma pessoa que você gosta muito, mas no entanto tem como um grande amigo.
Comigo acontece que estou namorando uma garota, é colega da -. Ela está incrivelmente apaixonada por mim, de uma maneira que, creio, ninguém jamais esteve. Melhor dizendo: ela me ama. E demonstra isso com pequenos e grandes gestos que me deixam desconcertado. É uma pessoa maravilhosa, magnífica, meiga, bonita etc. No entanto (ai, porque existe esse "no entanto..."). Ainda gosto muito, melhor dizendo, amo a minha ex-namorada, a -. Ficamos juntos durante seis anos. Nos conhecemos há uns oito. Começamos no colégio, no -, e dividimos muita coisa junto, deixamos a adolescência para trás e ingressamos na vida adulta juntos. No entanto, em março no ano passado, ela me deixou. A relação estava um tanto abalada, éramos sócios, trabalhávamos juntos (tem uma história muito grande aí no meio....), enfim. Faz quase um ano. Já conheci várias pessoas. Mesmo assim, ela continua ocupando um espaço considerável em meu coração. Espaço que, eu gostaria de vendê-lo definitivamente, do que ficar alugando. Compreende.
Bem, acho que já ocupei boa parte de teu dia com esse e-mail. Pode bater o ponto. Já deve estar na hora de ir embora. Abraços para o -.
Até mais.
Beijos
Tchau
Arrividerci
-
(Mariposa sempre em busca de luz...)